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☼ Um pouco sobre a Páscoa...

Um pouco sobre a Páscoa

Cristo ressuscitou!


Diz-se que o primeiro texto que fala da Páscoa cristã é de Paulo e está em  1 Cor 5,7, que diz: “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”

Portanto, a novidade cristã é a imolação. Sabe-se que João retrata a morte de Cristo como sendo no dia 14 do mês de Nisã, que é o período em que no templo eram imolados os cordeiros pascais. Ele vem nos mostrar que o verdadeiro cordeiro Pascal é Cristo na cruz. E João diz mais: “Nenhum de seus ossos foi quebrado para que se cumprisse a profecia” (Jo 19,36), profecia que se refere ao Cordeiro Pascal.
Para que celebremos a Páscoa, a Ressurreição de Cristo, é necessário percebermos tudo o que se passou para que cheguemos a ela, o caminho para que cheguemos à alegria, à glória, à felicidade. O mundo pecador mostra múltiplas maneiras de ‘ser feliz’, pela busca do prazer, pelo imediatismo, por meios que levam a uma desordem, são vazios, enganadores. Esses caminhos de desordem, nos levam à pena, ou seja, a  um sofrimento de consequência. É como uma onda do mar que pode te levar lá em cima, mas que logo decai; ou como uma droga que provoca  um momento de êxtase, para em seguida  deixar a pessoa depressiva, dependente, escrava de um vício, de uma escolha errada. Jesus nos propõe algo diferente, ao invés de um prazer que leva ao sofrimento, ele nos mostra o sofrimento que nos leva ao prazer, à alegria verdadeira e duradoura.
Quando dizemos que a cruz que o Cristianismo nos propõe é sim uma cruz que nos leva à ressurreição e à glória, pode haver os que pensem: “ah, vou carregar a cruz nessa vida, para só depois que morrer, conseguir a alegria tão esperada”. Não é bem assim. Aceitar a cruz não se refere aos sofrimentos que procuramos e provocamos sozinhos. Na verdade, quer dizer que devemos aceitar as renúncias necessárias para que vivamos fielmente nosso próprio estado. Como o casamento, requer renúncias, aceitar o outro com seus limites e defeitos, enfrentar as dificuldades da vida juntos, sendo já felizes e vivendo no amor, respeito e castidade. Então, temos que ter em mente que foi aceitando a cruz que Jesus abriu as vias para a ressurreição, eis o ponto de partida.
Uma curiosidade que vale a pena ser explicada é a questão do tempo na Bíblia. Para nós, o dia é formado por um dia (manhã e tarde) e uma noite. Na Bíblia, ocorre o contrário, a unidade do dia (24 horas) se forma da noite para o dia, começando à noite e terminando na tarde que vem depois. Podemos ver isso no Gênesis. “Passaram-se a noite e a manhã: primeiro dia... (Gn 1,5). Tá, tudo bem, mas o que isso tem a ver  com ser cristão ? Calma, já vou explicar. Uma vida sem fé, sem Deus, é um dia que termina na noite, na escuridão e falta de esperança. Uma vida com fé, com Jesus, pode ser um final de tarde (que por sinal costuma ser muito bonito de assistir, o por do sol), uma noite (sim, também passamos por momentos de sacrifício), mas que com toda certeza, terminará no dia seguinte, em um belo dia de sol e alegria. Logo, podemos entender que ser cristão é ser feliz, realmente.
Voltemos à Paulo, que se utiliza da família hebraica para nos dar um ensinamento moral. Na iminência da Pascoa os hebreus revistavam a casa, para constatar se não havia nenhum fragmento de pão fermentado, pois esse deveria ser eliminado, pois a Páscoa só poderia ser celebrada com pães ázimos. Paulo vem nos dizer que devemos tirar todo o fermento velho (de fermentação ou de corrupção) para que se produza uma massa nova, porque Cristo, a nossa Páscoa, foi imolado e, portanto, nos trás vida nova.
Celebremos, pois, a festa não com o fermento da malícia e da perversidade, das mágoas e ressentimentos, mas com os pães ázimos da sinceridade, do perdão, do amor e da verdade. A palavra sinceridade, em sua raiz grega, é falada por Paulo para dizer que, nós cristãos, para celebrarmos verdadeiramente a Pascoa, devemos ser transparentes como o raio de Sol.
Enfim, isso é um pouco do que aprendi em minhas leituras por esses dias e espero que, de alguma forma, possa ajuda-los a vivenciar melhor esse tempo. Baseado no livro: O mistério da Páscoa, de Raniero Cantalamessa.

Luz e Paz!

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Ticiana Barros

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